Imagina que tens uma loja. Podes mandar imprimir centenas de folhetos e espalhá-los por todo o lado, mas ninguém acredita na tua história. Online funciona da mesma forma. Links são, para Google e para o teu público-alvo, um sinal de confiança, relevância e reputação. Por isso, muitas empresas começaram a olhar para uma agência de linkbuilding como acelerador.
Mas sejamos honestos: nem todas as agências entregam o que prometem. E alguns métodos também podem prejudicar o teu SEO, sobretudo quando se aproximam de link spam ou manipulação. Google chama “link spam” à criação de links com o objetivo principal de manipular os rankings de pesquisa, e isso estende-se a “link schemes”. (developers.google.com)
Neste artigo, vou explicar-te tudo como se estivéssemos à mesma mesa. Vamos ver o que é linkbuilding na prática, como reconhecer qualidade, como reduzir os riscos e que perguntas fazer antes de contratar uma agência de linkbuilding. Sem floreados, só um plano que possas pôr em prática.
Uma agência de linkbuilding ajuda empresas a obter backlinks de qualidade. Parece simples. A execução não é.
Na prática, trata-se de três coisas:
Porque é que isto é importante? Porque Google não olha apenas para “quantos links” existem. Olha para a qualidade, o contexto e a consistência com a forma como as pessoas partilham informação e fazem referências. A forma como Google avalia a qualidade e a relevância dos resultados baseia-se em vários sinais, incluindo como outros sites referenciam o conteúdo. (google.com)
Se vais contratar uma agência, não te foques em “1000 backlinks”. Deves focar-te em resultados mensuráveis e verificáveis. Pensa em:
Google também dá orientações explícitas sobre links, incluindo a qualificação de links quando envolvem conteúdo patrocinado ou pago. (developers.google.com)
Importa saber isto: nem toda a colocação “paga” é automaticamente errada, mas tem de ser corretamente assinalada e não pode ter como objetivo manipular rankings. (developers.google.com)
Aqui é onde a coisa fica interessante. Qualidade não é só uma palavra. Dá para a testar.
Um bom link vem de um contexto em que o teu tema faz sentido. Se um site sobre jardinagem publicar de repente uma página sobre uma ferramenta SaaS, soa forçado. Podes identificar isso assim:
Google descreve que os sistemas de ranking privilegiam conteúdo útil e fiável e que não foi criado para manipular os rankings de pesquisa. (developers.google.com)
Um link é mais forte quando a colocação faz sentido para a redação. Nesse caso, vais ver:
Google alerta para práticas de spam, incluindo link spam. Se os links forem criados principalmente para ranking, isso é um problema. (developers.google.com)
Um perfil de links natural parece variado. Isso não quer dizer que devas atirar tudo ao acaso. Quer dizer que consegues ver que:
Essa é também uma das razões pelas quais, em linkbuilding, olhamos sempre para padrões. A unilateralidade é suspeita, independentemente de quão bem a agência soe.
As boas agências são diretas quanto a isso. Explicam o que pagam, para onde vai o dinheiro e que marcações são necessárias. Google diz que links criados de forma paga ou patrocinada têm de ser qualificados (por exemplo, através dos atributos de link corretos). (developers.google.com)
O que deves evitar é a ambiguidade. Se uma agência te disser “trabalhamos 100 por cento em segurança” sem detalhes sobre como qualificam os links, isso é um sinal de alerta. Isso não é uma garantia, é uma frase de marketing.
Está bem, estás prestes a receber propostas. Esta é a lista que usamos quando queremos perceber rapidamente se uma agência domina qualidade, risco e execução.
Não queres ouvir apenas “vamos fazer outreach”. Queres o quadro real:
Uma agência que consegue explicar o processo também consegue identificar erros. Isso é trabalho maduro.
Os tipos de links importam porque nem todos têm o mesmo risco. Uma boa agência também diz o que faz de propósito e o que não faz. Pergunta, por exemplo:
A política de spam de Google descreve claramente que link spam diz respeito à manipulação. (developers.google.com)
Queres relatórios que te permitam verificar. No mínimo:
Se o relatório for apenas “número total de backlinks”, estás a comprar areia. Depois não consegues corrigir o rumo, e é precisamente aí que o SEO ganha ou perde valor.
Não precisas de ser um génio técnico para perceber isto. Pergunta:
Google indica que a ferramenta de disavow pode ser mal utilizada e causar prejuízo, e dá exemplos como links através de links pagos ou link schemes. (support.google.com)
Importante: recomendamos que não vejas o disavow como primeira opção. Usa-o apenas com critério e com compreensão do impacto. É aqui que uma agência mostra o seu valor, ou não.
Atenção: linkbuilding é SEO, mas estás a comprá-lo pelo impacto no teu pipeline de vendas online. Portanto, diz à agência para onde queres apontar, por exemplo:
Sê também honesto: os links podem, por vezes, só produzir efeito mais tarde. Nesse caso, é importante planear relatórios ao longo de vários meses. Não esperes um efeito linear semana após semana.
Se vais contratar uma agência de linkbuilding, queres que isso encaixe na tua posição e nos teus objetivos. Por isso, não começamos com “quantos links”, mas com “que páginas, que público-alvo, que mensagem”.
Não escolhes a homepage como única candidata. Escolhes páginas que:
Regra prática: se um link apontar para essa página, o visitante deve perceber em 10 segundos o que é e porque é relevante.
Uma agência só consegue fazer linkbuilding mesmo bem quando existe algo para o qual as redações queiram fazer referência. Isso não tem de ser sempre um estudo caro. Pensa em:
Google destaca que o conteúdo ajuda quando dá às pessoas informação em que podem confiar e quando é criado para utilizadores, e não para manipular. (developers.google.com)
Vemos muitas vezes agências que, ao apostar sobretudo no volume, têm menos controlo sobre o contexto. O volume pode funcionar no início, mas também aumenta a probabilidade de padrões indesejados. Por isso, aposta em:
Isto é uma escolha estratégica. Trocas “muitos links depressa” por “menos links que consegues explicar”. Parece menos espetacular, mas é mais profissional.
Linkbuilding sem otimização de landing page é como correr uma boa campanha de anúncios para uma página que não converte. Estás a desperdiçar orçamento.
Presta atenção a três coisas:
Vamos explorar os cantos mais sombrios, sem dramatizar.
Se não te dão um processo claro, também não o consegues verificar. Faz sempre perguntas adicionais. Uma agência deve conseguir explicar a diferença entre:
Google é claro ao dizer que “link spam” é a criação de links com o objetivo principal de manipular rankings. (developers.google.com)
Um foco em do-follow não diz o suficiente sobre qualidade. Diz apenas algo sobre os link attributes. Tens de olhar para o contexto, o valor editorial e a relevância.
E sim, os link attributes podem fazer parte da qualificação correta de links pagos ou patrocinados. Google refere isso de forma específica na sua documentação sobre links. (developers.google.com)
Linkbuilding não é um botão único que se carrega uma vez. Monitorizas, aprendes, ajustas. Por isso, pergunta como a agência lida com:
As orientações de Google sobre disavow também deixam claro que deves ser cauteloso com ações que possam afetar o teu domínio. (support.google.com)
Uma agência não te deve fazer promessas sobre rankings, revenue ou resultados exatos. Isso não é só pouco ético, também não é prático: o SEO depende da concorrência, da qualidade do conteúdo e da forma como os sistemas de Google mudam.
O que podes fazer é trabalhar em conjunto com KPI claros e prazos realistas. Muitas vezes, os efeitos só aparecem após iterações, não depois de um relatório.
Se trouxeres uma coisa deste artigo, que seja esta: não compras backlinks, compras controlo sobre qualidade e risco.
Em resumo, estes são os passos que recomendamos:
E se também quiseres olhar para além do linkbuilding, este guia interno costuma encaixar bem no mesmo raciocínio: Como Escolher uma Agência de Marketing: O Que Avaliar.
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